Conta-se que Oxumaré não tinha simpatia pela chuva, toda vez que reunia suas nuvens e molhava a terra por muito tempo, ele apontava para o céu ameaçadoramente com sua faca de bronze e fazia com que a chuva desaparecesse, dando lugar ao arco-íris. Um dia Olodumaré contraiu uma moléstia que o cegou, chamou Oxumaré para a cegueira curar, Olodumaré temia, entretanto, de perder a visão e não permitiu que Oxumaré voltasse a Terra para morar. Para ter Oxumaré sempre por perto, Olodumaré determinou que morasse com ele e só de vez em quando viesse a Terra somente em visita. Enquanto Oxumaré não vinha a Terra, todos podiam vê-lo no céu com sua faca de bronze, sempre se fazendo no arco-íris para estancar a chuva.

Oxumaré era um rapaz muito bonito e invejado, suas roupas tinham todas as cores do arco-íris e suas jóias de ouro e bronze brilhavam de longe. Todos queriam aproximar-se dele, mulheres e homens queria seduzí-lo e com ele se casar, mas Oxumaré era também muito contido e solitário, preferia andar sozinho pela abobada celeste, onde todos costumavam vê-lo em dia de chuva. Certo dia, Xangô viu Oxumaré passar com todas as cores do seu traje e todo brilho de seus metais, Xangô conhecia a fama de Oxumaré de não deixar ninguém dele se aproximar, então preparou uma armadilha para capturar o arco-íris e mandou chamá-lo para uma audiência em seu palácio. Quando Oxumaré entrou na sala do trono, os soldados de Xangô fecharam as portas e janelas, aprisionando-o. Oxumaré ficou desesperado e tentou fugir, mas todas as saídas estavam trancadas pelo lado de fora, Xangô tentava tomar Oxumaré nos braços, mas ele escapava correndo de um canto para o outro. Não vendo como se livrar, ele pediu ajuda a Olorum, ouvindo a sua súplica. No momento em que Xangô o imobilizava, Oxumaré foi transformado em uma cobrar, que Xangô largou com nojo e medo, a cobra deslizou pelo chão em movimento rápidos e sinuosos, escapando pela pequena fresta entre a porta e o chão da sala. Assim Oxumaré livrou-se do assédio de Xangô. Quando Oxumaré e Xangô foram feitos orixás, Oxumaré foi encarregado de levar água da Terra para o palácio de Xangô no Orum, mas ele não pode nunca aproximar-se de Oxumaré.

Oxum era mulher de Xangô, mas vivia enrrabichada por Oxumaré, sendo o mais bonito e atraente moço do lugar, Xangô ficou embriagado de ciúmes. Um dia, não suportando mais a idéia de perder Oxum para Oxumaré, Xangô chamou o possível rival para um duelo, lutaram por três dias e três noites. Xangô era o mais hábil dos guerreiros e ganhava muitas guerras e lutas, Oxumaré usava o seu poder de dominar as cobras, às vezes tranformando-se em uma para escapar dos golpes mortais do machado de Xangô, mas no adiantou, Xangô venceu Oxumaré matando-o. Muitos choravam a morte do moço tão bonito, Nanã ficou inconformada, pois era mãe de Oxumaré.

Dia: Quarta feira

Comida: Salada e batata

Cor: Amarelo e preto

Saudação: Arroboboi

 
 
 
Rua Lagoa Bella, nº 4 - Pituaçu - Salvador - Bahia - Brasil
Tel.: (0xx71) 461-1710 / 8807-6125
  Copyright ©2004 Mãe Dulce de Inhansã. Todos os direitos reservados. Design by Arcoverde Design